Seleção de Futsal de São Paulo do Potengi

Seleção de Futsal de São Paulo do Potengi
Em pé: João da Revemac, Zé Quirino, Lia de Bento, Elias Alves, Jailson Gordo(tecnico), e Evandro(auxiliar) , Agachados: João Cabral, Valmir de Manoel Bezerra, Totonho e Porrongo(massagista).

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São Paulo do Potengi, Nordeste, Brazil
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sábado, 8 de maio de 2010

MAS UM CAMPEÃO INTERNACIONAL - CAMPEÃO ALEMÃO

                       
                   Torcida lota o estádio para comemorar o título do Bayern neste sábado

  
Com dois de Robben, Bayern de Munique carimba o título do Alemão
Bávaros conquistam o 22º caneco da Bundesliga após ganharem do rebaixado Hertha Berlin por 3 a 1. Schalke fica em segundo
Depois de amargar o vice-campeonato na temporada passada perdendo o título para o Wolfsburg, o Bayern de Munique conquistou neste sábado o Campeonato Alemão ao bater o rebaixado Hertha Berlin, na casa do adversário, por 3 a 1. Esse foi 22º título nacional dos Bávaros. Olic e Robben (duas vezes) marcaram para a equipe. Ramos fez o único do Hertha.

O Bayern ainda poderá ganhar mais dois títulos até o final de maio. O time de Munique brigará pelo caneco contra o Werder Bremen, na Copa da Alemanha, e o Inter de Milão, na Liga dos Campeões.
Além do Bayern de Munique (70 pontos), o Schalke, que ficou com vice (65 pontos), garantiu a segunda vaga para a disputa da Champions League 2010/2011. O Werder Bremen, que terminou em terceiro lugar (63 pontos) disputará a pré-Liga dos Campeões. O Bayer Leverkusen, Borussia Dortmund e o Stuttgart garantiram presença na Liga Europa
Jogando com tranquilidade, o Bayern sempre foi superior ao Hertha. Aos 10 minutos, Olic recebeu excelente passe de Robéry e bateu com força no canto. Drobny espalmou. Jogando melhor, os Bávaros abriram o placar aos 18 minutos. Robben fez grande jogada na entrada da área, driblou Stein e entregou a bola com açúcar para o atacante croata, que dominou e bateu rasteiro no canto esquerdo do goleiro Drobny. O Hertha assustou o goleiro Butt somente ao 33 minutos em uma cobrança de falta. Kacar bateu sobre a barreira no ângulo esquerdo. Bem colocado, Butt saltou e fez grande defesa, espalmando a bola para escanteio.
Na etapa final, o Bayern se acomodou um pouco e relaxou na marcação. Depois de uma bela jogada do brasileiro Cícero, ex-Fluminense, em cima de Van Buyten, a bola sobrou para Ramos, que livre na segunda trave, completou para o gol, aos 14 minutos.
Robben resolveu acordar na partida e marcou duas vezes: em jogada rápida de contra-ataque, o holandês recebeu passe de Lahm, avançou pela intermediária e bateu no canto esquerdo de Drobny para marcar o segundo gol. No terceiro, aos 42 minutos, Muller arriscou o chute para o gol, a bola desviou na zaga e explodiu no travessão de Drobny. Robben pegou a sobra e testou para o fundo da rede. Depois foi só comemorar o título com a torcida.


FOTOS DO JOGO:
                                             Robben comemora gol
                                           Ivica Olic comemora gol do Bayern

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jogador croata morre em campo e leva cartão amarelo por simulação







Goran Tunjic sofre um ataque cardíaco em um jogo pela Quinta Divisão da Croácia, mas não escapa de punição por parte da arbitragem

Goran Tunjic, de 32 anos, morreu em campo durante a partida entre o Mladost e Hrvatski Sokola, pela Quinta Divisão do Campeonato Croata. Caído no gramado, o atleta recebeu cartão amarelo por o árbitro entender que simulou um pênalti.

O jogador, na verdade, caiu porque sofreu um ataque cardíaco. O juiz percebeu que Tunjic não reagia ao cartão recebido e pediu para os médicos entrarem ao gramado.
Tunjic ainda foi transportado para o hospital, mas já chegou sem vida. De acordo com um porta-voz do clube, o atleta morreu ainda no campo.
O jogador também trabalhava em uma loja e não tinha histórico de problemas cardíacos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Seleção Brasileira de Futsal é convocada para torneio na China

                                            Rennan é um dos destaques do Poker/PEC

Goleiro Rennan e ala Xuxa são as novidades da lista de Marcos Sorato
O técnico da Seleção Brasileira de Futsal, Marcos Sorato, convocou nesta quarta-feira sua equipe para o Torneio da China, que será disputado entre os dias 8 e 10 de junho, em Hangzhou (China). Além dos donos da casa, Japão e Irã participam da competição amistosa.

Dez dos treze chamados por Sorato, atuam no futsal brasileiro, enquanto os outros três, jogam na Rússia. As novidades da lista foram o goleiro Rennan, do Poker/PEC e o ala Xuxa, do Tyumen, da Rússia, que jamais vestiram a camisa da seleção.
- São jogadores que estávamos observando há tempos, agora chegou a oportunidade deles - revelou Reinaldo Simões, supervisor de seleções da CBFS.
O supervisor também pregou cautela quando falou sobre os adversários:
- Teremos pela frente uma competição com adversários perigosos. O Japão tem sob o seu comando um técnico espanhol e vem evoluindo, enquanto o Irã já passou de promessa para uma equipe forte no cenário mundial. Além dos donos da casa que, certamente, contarão com o apoio de uma grande torcida - concluiu.

Confira a lista com os 13 convocados:
- Goleiros
Rennan (Poker/PEC-RJ)
Tiago (Malwee/Cimed-SC)

- Fixos
André (Krona/Joinville/DalPonte-SC)
Carlinhos (Carlos Barbosa-RS)
Leco (Malwee/Cimed-SC)

- Alas
Danilo (São Caetano/Corinthians/Unip-SP)
Falcão (Malwee/Cimed-SC)
Pixote (V&M Minas-MG)
Thiaguinho (Carlos Barbosa-RS)
Xuxa (Tyumen-RUS)

- Pivôs
Fernandinho (Dínamo Moscou-RUS)
Lukaian (TTG-Yava Yugorsk-RUS)
Valdin (Malwee/Cimed-SC)

CAMPEÕES NACIONAIS INTERNACIONAIS

                                                          UCRÂNIA
     Ilsinho marca, e Shakhtar Donetsk conquista o Campeonato Ucraniano

Recheada de brasileiros, equipe vence o Dínamo de Kiev por 1 a 0
O Shakhtar Donetsk conquistou nesta quarta-feira, pela quinta vez em sua história, o Campeonato Ucraniano. Com um gol de Ilsinho aos 15 do primeiro tempo, a equipe venceu o Dínamo de Kiev por 1 a 0, na Donbass Arena, e chegou a 74 pontos, sem poder ser mais alcançada faltando uma rodada para o término da competição.
O meia Jadson ainda perdeu um pênalti, já nos minutos finais. Fernandinho, Willian e Luiz Adriano também foram titulares, enquanto Douglas Costa entrou no segundo tempo. O clube conta ainda com o ex-vascaíno Alex Teixeira no elenco. Com a vitória, o Shakhtar evitou o bicampeonato do Dínamo, que é o maior campeão do país com 13 conquistas.

- Não saberia descrever a emoção de marcar mais uma vez um gol tão importante para o Shakhtar. No ano passado, tive a oportunidade de fazer o gol que levou o clube a uma final européia pela primeira vez e depois fomos campeões da antiga Copa da Uefa. Estou sentindo novamente uma felicidade enorme. Principalmente porque a semana foi emocionante. Recebi também a notícia de que minha esposa Aline está grávida e que serei pai pela primeira vez - comemorou Ilsinho.
O time de Donetsk completou 16 rodadas sem perder e foi campeão com 23 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. A equipe marcou ainda 59 gols e sofreu 16.
- Estou muito feliz por mais um título com essa camisa, é uma sensação muito boa. Estávamos confiantes na conquista e felizmente ela veio dessa forma, com uma grande vitória sobre o nosso rival, dentro de nossa casa, com estádio cheio – disse o ex-corintiano Willian, que venceu pelo Shakhtar o Ucraniano duas vezes, uma Copa da Ucrânia, uma Supercopa da Ucrânia e uma Copa da Uefa.

                                                                   TURQUIA
Jogadores do Trabzonspor recebem a taça da Copa da Turquia e fazem a festa

Trabzonspor do brasileiro Alanzinho vence por 3 a 1 e fica com a taça
O Fenerbahçe deixou escapar nesta quarta-feira o título da Copa da Turquia. Jogando fora de casa, o time foi derrotado pelo Trabzonspor pelo placar de 3 a 1 na partida que decidiu o torneio. Alex abriu o placar para os Canários, mas Umut Bulut, Engin e Colman viraram para os donos da casa.

Apesar de ter saído na frente, o Fenerbahçe foi amplamente dominado na primeira etapa. Logo depois do intervalo, Alex mostrou muita categoria para fazer 1 a 0. O camisa 10 recebeu na entrada da área, dominou no peito e tocou de canhota, longe do alcance do goleiro.
Empurrado por sua torcida, o Trabzonspor virou. Umut Bulut deixou tudo igual em bela cabeçada. Depois, Engin fez boa jogada individual e virou o marcador. O argentino Colman bateu rasteiro para fechar o caixão dos Canários.
- Chegamos à decisão como zebras, já que o Fenerbahçe é um dos grandes e conta com um elenco muito forte. Mesmo assim, lutamos o tempo todo e a conquista da Copa da Turquia foi merecida. Estou muito feliz - vibrou o ex-flamenguista Alanzinho.

Resta agora ao Fenerbahçe lutar pelo título do Campeonato Turco. A duas rodadas do fim, o time lidera a competição, um ponto à frente do Bursaspor.

                                                                                                                                                             
                                                                FRANÇA                           



O zagueiro Heinze (direita) abriu o caminho do título do Olympique, ao marcar o primeiro gol, de falta

Em dois minutos e após 18 anos, Olympique bate Rennes e chega ao título
Em jogo complicado, equipe de Marselha vence por 3 a 1, em casa, e conquista taça que não via desde a temporada 1991/1992
Após 18 anos de espera, o Olympique conquistou o Campeonato Francês, com três rodadas de antecedência. A equipe de Marselha derrotou o Rennes por 3 a 1, nesta quarta-feira, em casa, pela 36ª rodada e chegou aos 75 pontos. O vice-líder Auxerre, que perdeu de 2 a 1 para o Lyon, só poderá chegar aos 73 pontos. A briga agora será para ver quem vai se classificar para as competições europeias. Lille (67), Auxerre (67), e Lyon, brigam pela Liga dos Campeões nas últimas duas rodadas.

O Olympique começou a partida com postura de campeão. Logo aos quatro minutos, o zagueiro argentino Heinze cobrou uma falta com perfeição da entrada da área e colocou a bola no canto direito do goleiro Douchez, indefensável. Mas aos poucos, o time da casa caiu de produção, cedendo espaço para o Rennes, que passou a ter o domínio do meio de campo.
E essa sonolência do Olympique foi punida aos 38 minutos, com o gol de empate. Após um cruzamento da esquerda de ataque, Briand, dentro da área e livre de marcação, acertou um peixinho fulminante. Sem poder de reação, os donos da casa foram para o intervalo sem a vitória.
Na etapa final, com uma postura diferente, o Olympique voltou a tomar as rédeas da partida. A equipe passou a produzir algumas jogadas de ataque, mas sem ser muito efetiva. Com isso, a torcida começou a se preocupar com a falta de sorte. E o gol do desempate só apareceu aos 31 minutos. Niang, bem posicionado na área, pegou um rebote de Douchez e bateu firme, sem chance de defesa.

Escaldado, o Olympique não quis arriscar a conquista do título e matou o confronto dois minutos depois. Após jogada confusa na área, a bola sobrou para Lucho Gonzalez que, de longe, bateu com categoria no canto direito do goleiro adversário. Com o 3 a 1 no placar, a torcida começou a cantar "É campeão" no Vélodrome.
Niang comemora o seu gol, o do desempate, na vitória de 3 a 1 do Olympique sobre o Rennes

Confira os jogos da 36ª rodada:
Boulogne 0 x 1 Saint-Etienne
Lens 1 x 1 Grenoble
Lorient 2 x 2 Monaco
Lyon 2 x 1 Auxerre
Nancy 3 x 2 Le Mans
Nice 1 x 1 Bordeaux
PSG 2 x 2 Valenciennes
Sochaux 0 x 1 Montpellier
Toulouse 0 x 2 Lille
Olympique 3 x 1 Rennes


 

Inter de Milão derrota Roma no Olímpico e fica com o título da Copa da Itália


                    Diego Milito faz o gol da vitória para o time de José Mourinho

Depois de quatro anos, o Inter voltou a levantar o caneco da Copa da Itália. Jogando em pleno estádio Olímpico de Roma, o time de Milão venceu os donos da casa por 1 a 0 e conseguiram seu sexto título do torneio. O gol do triunfo, que impediu a décima conquista do clube da capital - maior vencedor da competição - , foi marcado pelo argentino Diego Milito.

O detalhe é que ambas equipes seguem na briga por mais um troféu, no caso, o do Campeonato Italiano. No final de semana, o Inter, líder com 76 pontos, visita o Siena. Se vencer e o Roma, segundo colocado com 74, for derrotado pelo Chievo, o time de Mourinho fica com o Scudetto.
Além do Calcio, o Inter também está na luta pelo título da Liga dos Campeões. Enfrenta o Bayern na decisão no próximo dia 22, em Madri.

Lúcio desfalca Inter
Sem contar com o zagueiro brasileiro Lúcio, que foi poupado da partida por conta de uma fadiga muscular, o técnico José Mourinho perdeu outro importante jogador com apenas cinco minutos de jogo. O meia Sneijder levou uma pancada de Burdisso e acabou tendo que ser substituído por Balotelli.                       Sem o seu principal homem de armação, o Inter explorava mais os contra-ataques. O Roma, apoiado pela maior parte da torcida no estádio Olímpico e sem o astro Francesco Totti (o técnico Cláudio Ranieri preferiu deixa-lo no banco de reservas), tentava tomar o controle do jogo, entretanto, parava na bem postada defesa nerazzurra.
Aos 19, os “visitantes” conseguiram abrir o placar com o argentino Diego Milito. O árbitro, no entanto, anulou o gol alegando impedimento (que existiu) na jogada.

A resposta do Roma veio aos 25. Taddei, um dos três brasileiros do time da capital em campo (os outros eram Juan e o goleiro Julio Sérgio. Doni sequer ficou no banco e Julio Baptista começou na reserva), fez jogada pela ponta direita e cruzou rasteiro para Luca Toni. Julio César, atento, tirou a bola dos pés do matador italiano em uma intervenção arrojada.

Inter perde outro jogador, mas abre o placar
Ainda no primeiro tempo, Mourinho perdeu outro jogador por lesão: Córdoba. O colombiano deu lugar ao argentino Samuel aos 39.
No minuto seguinte, Thiago Motta deu bela assistência para Milito. O hermano recebeu na intermediária, partiu em direção ao gol e, mesmo com a marcação de quatro adversários, acertou um lindo chute no ângulo sem chances para Julio Sérgio: Inter 1
Antes do término da etapa inicial, uma lance revoltou os jogadores da equipe de Milão. Após cobrança de falta, o zagueiro Mexes acertou um soco no estômago de Materazzi, que caiu fora do campo sentindo muitas dores. Apesar da clara agressão, o defensor francês só recebeu cartão amarelo.


Totti entra, e Juan perde gol feito
Precisando virar o marcador, Ranieri fez duas substituições buscando dar mais força ofensiva ao time. Sacou Perrotta e Burdisso e colocou Totti e Motta.
As trocas fizeram efeito e os anfitriões passaram a ter maior controle do jogo e criaram mais chances. Na melhor delas, Juan perdeu um gol feito após Julio César rebater uma falta cobrada por Totti. O zagueiro brasileiro, sozinho na pequena na área, conseguiu a proeza de cabecear para fora.
Os giallorossi seguiram pressionando, mas esbarraram na dedicação e raça dos defensores do Inter. Mesmo sem Lúcio, a zaga formada por Materazzi e Samuel, com o argentino Cambiasso na cabeça de área, segurou o Roma - que ainda teve Totti expulso por falta desclassificante em Balotelli - e acabou garantindo o resultado de 1 a 0 e, consequentemente, o título da Copa da Itália. Festa dos cerca de 6.500 tifosi interistas que foram até o Estádio Olímpico e, agora, veem o time mais perto da tríplice coroa (três títulos numa única temporada).

Após o apito final, uma confusão envolvendo jogadores de ambos os times e seguranças quase manchou a conquista. No entanto, a turma do "deixa disso" agiu rápido e impediu um problema maior



FOTOS DO JOGO:

                                   
           Marcação implacável de Materazzi e Zanetti sobre o atacante Luca Toni

                                     Chivu e Cambiasso dão combate a Francesco Totti
                                        Julio César faz bela defesa nos pés de Toni

SER OU NÂO SER EIS A QUESTÂO

                                                               são ou não parecidos
                   
                          Tabajara? Novo uniforme do Flamengo vira motivo de piada

O uniforme número 3 lançado pelo Flamengo nesta segunda-feira deu o que falar. Nas cores douradas e azuis, o novo uniforme flamenguista caiu na boca dos rivais, que já fazem a inevitável compração com o Tabajara Futebol Clube, time fictício inventado pelos humoristas do Casseta & Planeta, programa da Rede Globo.

O Tabajara foi criado para satirizar os times do submundo do futebol brasileiro, que vivem em má fase e são comandados por dirigentes incompetentes, vigaristas e corruptos. O clube teve como principal inspiração o Íbis-PE, famoso por ter sido considerado nas décadas de 70 e 80 o pior time do mundo.
A justificativa de Flamengo e Olympikus, marca esportiva oficial do clube, é que o novo uniforme resgata as tradições da fundação do clube, em 1895. O dourado e o azul eram usados quando o clube ainda era apenas um clube voltado para o remo.

E você torcedor, concorda com o novo manto do Fla? Confira a Galeria de Imagens e deixe seu comentario.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ranking da IFFHS.

                      
                        Barcelona desbanca Inter  e Cruzeiro aparece em quarto
                

Clube mineiro fica à frente do Bayern, finalista da Liga dos Campeões
Apesar de ter sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Inter de Milão, o Barcelona segue como o melhor clube do mundo segundo o ranking da divulgado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol). A equipe italiana aparece na terceira posição atrás do Estudiantes, da Argentina.

O melhor brasileiro é o Cruzeiro que aparece em quarto lugar, à frente, por exemplo, do Bayern de Munique, o outro finalista da Champions 2009/2010. O time mineiro subiu duas posições em relação à lista divulgada no início de abril.
Sempre polêmico, o ranking da IFFHS, que é baseado nos resultados nacionais e internacionais dos clubes no período dos últimos 12 meses (Campeonatos estaduais não contam pontos).
O pior clube do ranking, que listou 354 agremiações de todo o planeta é o Santos. Mas não o da Vila Belmiro, mas, sim, o homônimo de Angola que divide a última colocação da lista com o FC Seoul (Coreia do Sul), CD Olimpia (Honduras), KR Reykjavík (Islândia) e Kazma (Kuwait). O Santos "original", campeão paulista no último domingo, aparece na 214ª posição.

Confira abaixo os 10 melhores do ranking
1. Barcelona 322 pontos
2. Estudiantes 293 pontos
3. Internazionale de Milão 273 pontos
4. Cruzeiro 263 pontos
5. Werder Bremen 262 pontos
6. Bayern de Munique 255 pontos
7. Roma 252 pontos
8. Chelsea 251 pontos
9. Fulham 240 pontos
10. Manchester United 232  pontos

domingo, 2 de maio de 2010

CAMPEÕES ESTADUAIS

                                   SANTOS FC CAMPEÃO PAULISTA 2010
Sofrido, com oito jogadores, mas com Ganso em noite mágica, Peixe é campeão

Alvinegro perde o jogo para o Santo André, por 3 a 2, mas ganha o título graças à vantagem adquirida na primeira fase
Foi sofrido. Muito sofrido. O 18º título do paulista do Santos saiu a fórceps neste domingo, no Pacaembu. O time que deu show durante todo o Estadual confirmou seu favoritismo e levantou o troféu após perder por 3 a 2 para o Santo André, com apenas oito jogadores em campo. Épico. O time de Robinho, Neymar e, principalmente, de Paulo Henrique Ganso, que foi um gigante na decisão e compensou, sozinho, a perda de Léo, Marquinhos e Brum, expulsos, chegou a cem gols no ano. Neymar fez os dois santistas. Nunes, Alê e Branquinho fizeram para o Ramalhão, que, bravamente, caiu de pé.


                    GREMIO PORTO-ALEGRENSE CAMPEÃO GAUCHO 2010
              Derrota de campeão: Grêmio perde em casa, mas conquista o Gauchão

Vitória por 1 a 0 do Colorado, com gol de Giuliano, é insuficiente para tirar o título do Tricolor, favorecido pela vantagem de dois gols no primeiro jogo
Doce derrota. Derrota de lamber os beiços. Insucesso de campeão. Pouco importa que o Grêmio tenha perdido o Gre-Nal deste domingo, no Olímpico, por 1 a 0. Gremista algum vai dar importância a um simples placar diante do fato mais definitivo, diante de uma certeza que ninguém vai conseguir apagar: o Tricolor, com humildade e futebol, bom de pé, cabeça e coração, é o grande campeão gaúcho de 2010.
O Tricolor fez valer o resultado do primeiro jogo, no domingo passado, a vitória por 2 a 0 no Beira-Rio. Em casa, diante da torcida, levou 1 a 0 do Inter, com gol de Giuliano. E foi campeão mesmo assim, quebrando um jejum que incomodava a torcida azul desde 2007. O Rio Grande do Sul pertence ao Grêmio pela 36ª vez. O Colorado segue na frente no histórico estadual, com 39 conquistas.

                 ATLETICO MINEIRO CAMPEÃO MINEIRO 2010
Atlético-MG derrota o Ipatinga e conquista título do Campeonato Mineiro pela 40ª vez

Diego Tardelli e Marques fazem os gols e Galo levanta a taça no Mineirão
Alegria alvinegra no Mineirão. Com gols de Diego Tardelli e Marques, ambos no segundo tempo, o Atlético-MG venceu o Ipatinga por 2 a 0 e conquistou o título do Campeonato Mineiro pela 40ª vez, abrindo cinco taças de vantagem em relação ao rival Cruzeiro. O Tigre lutou, marcou forte, atacou, mas não conseguiu vencer o seu segundo Estadual pela segunda vez - o primeiro foi em 2005.
Foi uma festa incrível da torcida atleticana, desde as primeiras horas deste domingo. O Mineirão apenas refletiu o sentimento de uma cidade. Desde a vitória sobre o Santos, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, o torcedor atleticano esperava o dia da decisão para soltar o grito de campeão, algo que não acontecia desde o Estadual de 2007.
Como o Galo já havia vencido a primeira partida, no Ipatingão, por 3 a 2, a vantagem era muito grande. O time alvinegro só perderia o título se perdesse por dois ou mais gols de diferença. E os atletas do Atlético não deram a menor chance ao adversário. Com um futebol consistente, a equipe venceu o Tigre com muita propriedade.
Mesmo com o título, o treinador atleticano já disse que não existe muito ambiente para festa. Afinal de contas, o próximo compromisso é na quarta-feira, na Vila Belmiro, diante do Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil.
Ao Ipatinga, além da ótima campanha no Campeonato Mineiro, resta a esperança de uma grande campanha na Série B do Brasileirão. O Tigre estreia no sábado, às 16h (de Brasília) em Curitiba, diante do Paraná.

                                AVAI CAMPEÃO CATARINENSE 2010
          Avaí confirma favoritismo, vence Joinville e é bicampeão catarinense

Mesmo em vantagem, Leão ganha por 2 a 0 na Ressacada e lvanta a taça do Estadual pelo segundo ano seguido
O Avaí não tinha Sávio nem Vandinho, mas nem precisou de seus principais jogadores para confirmar seu favoritismo e ser bicampeão do Campeonato Catarinense na tarde deste domingo. Os substitutos Davi e Roberto fizeram sua parte e, com um gol de cada, o Leão venceu o Joinville por 2 a 0 na Ressacada.
O time da casa entrou em campo podendo até perder por dois gols de diferença após vencer o primeiro jogo por 3 a 1. Não parecia. O Avaí foi para cima desde o início e abriu o placar logo aos 12 minutos. Dentro da área, Roberto rolou para Davi, que se livrou do zagueiro e chutou para a grande defesa de Fabiano. Na sobra, Roberto driblou o goleiro e bateu forte para colocar o Leão em vantagem.
A equipe azzurra continuou no ataque e passou a aproveitar o desespero do Joinville, que precisando de muitos gols deixava espaço na defesa. Aos 31, Davi tabelou com Roberto, avançou livre e, cara a cara com o goleiro, chutou na trave. Mas o meia se redimiu dois minutos depois. Caio avançou pela esquerda e cruzou para Davi que, com tranquilidade, dominou e tocou no canto de Fabiano para ampliar.                            Com o título praticamente decidido – o Joinville precisava fazer cinco gols e não sofrer mais nenhum – o Avaí diminuiu o ritmo na segunda etapa. O time visitante ainda tentou ir para o ataque, mas fez muito pouco para quem precisava de tantos gols. E a torcida azurra nem esperou o fim do jogo para comemorar o título.

             ATLETICO GOIANIENSE CAMPEÃO GOIANO 2010
Atlético vence novamente o Santa Helena e é campeão goiano pela 11ª vez
Time do técnico Geninho conquista o título estadual com a vitória por 3 a 1
O fantasma não apareceu! Jogando com o regulamento debaixo do braço e sem passar por sustos, o Atlético-GO é campeão estadual pela 11ª vez. Mesmo com a vantagem de poder perder por até três gols de diferença, o time do técnico Geninho venceu com autoridade o Santa Helena por 3 a 1, neste domingo, no estádio Pedro Romualdo Cabral, e comemorou o título goiano. Na primeira partida da final, o Rubro-negro já havia vencido por 4 a 0 o rival, que é conhecido como o Fantasma do Sudoeste.
Dono do melhor ataque da competição com 57 gols, o Atlético-GO abriu o placar com Rodrigo Tiuí logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após uma boa troca de passe, o atacante chutou sem chance para o goleiro Luiz Almeida.
O empate do Santa Helena veio aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio, Gilson tirou a bola da área, mas Keninha aproveitou o rebote e chutou de primeira para o gol. No meio do caminho, Eder dominou e, livre na área, tocou no canto esquerdo de Márcio. A defesa do Atlético-GO parou pedindo impedimento, que não aconteceu.
Apesar de ser o melhor mandante do Campeonato Goiano com oito vitórias em dez jogos, o Santa Helena não conseguiu a virada. E partindo no desespero para o ataque ainda levou o segundo gol. Washington, de pênalti, deixou o Atlético-GO novamente em vantagem aos 23 minutos. Chute forte no canto esquerdo do goleiro Luiz Almeida, que caiu para o canto direito. O atacante, aliás, conquista o seu quarto título estadual seguido. Em 2007 foi campeão pernambucano pelo Sport, em 2008 comemorou o título paulista com o Palmeiras e no ano passado vibrou com o Vitória no campeonato baiano.
E no fim da partida, o Atlético-GO ainda marcou o terceiro. Após o cruzamento para a área, Agenor desviou de cabeça no canto direito do goleiro do Santa Helena: 3 a 1. Apesar da festa em campo, o Atlético-GO não vai ter muito tempo para comemorar o título. O time de Geninho se concentra para o segundo duelo contra o Palmeiras pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Na primeira partida, o clube paulista venceu por 1 a 0. O jogo de volta é nesta quarta-feira, às 19h30m, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.


                 CEILANDIA CAMPEÃO DO DISTRITO FEDERAL 2010

É CAMPEÃO! Zebra desbanca Brasiliense e fatura título inédito
Após duas partidas disputadas e muito drama na finalíssima, o Ceilândia fez o que muitos acreditavam ser impossível e desbancou o hexacampeão Brasiliense para faturar seu primeiro título estadual da história pelo Campeonato Brasiliense de Futebol.
O Ceilândia venceu o primeiro duelo por 3 a 1 com dois gols de Allan Dellon, e poderia até perder por um gol de diferença para selar o campeonato. Como toda final que se preza, porém, o jogo não foi fácil e o Brasiliense chegou a abrir dois gols de vantagem, com Aloísio Chulapa, aos 36 minutos do primeiro tempo, e Bebeto, aos nove do segundo.
Em uma final repleta dos chamados medalhões, o Ceilândia mostrou que também tinha os seus, e Dimba, aos 23 minutos do segundo tempo, diminuiu o placar. Três minutos depois, William Carioca empatou o confronto, complicando a vida do Brasiliense.
Ao soar do apito final, foi só correr para o abraço e comemorar a conquista inédita, enquanto que o Brasiliense, após levar os campeonatos de 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009, desta vez ficou na saudade.

Confira os jogos:
Sábado
Brasiliense 2 x 2 Ceilândia (4-5 no placar agregado)

                          FORTALEZA CAMPEÃO CEARENSE 2010

Nos pênaltis, Fortaleza conquista o tetracampeonato estadual sobre o Ceará

Leão conquistou o oitavo título da década ao vencer rival nas cobranças, igualando a marca do adversário de 39 campeonatos cearenses
O Fortaleza é o maior campeão estadual da década. Com muita emoção e na base da pressão, nos pênaltis, por 3 a 1, o time conseguiu chegar à incrível marca de oito títulos estaduais nos últimos dez anos. Depois de levar a vantagem do jogo de ida do Clássico-Rei, com o placar de 1 a 0 contra o Ceará, o Leão de Aço jogou pelo empate, mas acabou sofrendo o pior. O Tricolor perdeu por 2 a 1 para o arquirrival e a decisão foi para as penalidades, quando contou com três erros dos adversários para levantar a taça.
A conquista fez com que o Fortaleza empatasse com o adversário como maior campeão estadual, com 39 troféus do Campeonato Cearense. Com um público de mais de 52 mil pagantes no Castelão neste domingo, o Tricolor, que está na terceira divisão do Brasileirão, em contraste com o adversário, na primeira, se consolidou tetracampeão estadual.
O primeiro tempo mostrou um jogo pegado, disputado, mas sem emoções. Praticamente sem chutes a gol nos 45 minutos iniciais, o Fortaleza conseguia sustentar sua vantagem.
Mas o segundo tempo mudou de figura logo no início, aos dois minutos. Misael recebeu no meio da área e rasteiro para o fundo das redes, complicando a situação do Leão. A torcida alvinegra passou a fazer festa e empurrar o time após o gol, com o resultado que dava esperanças para seu time.
Foi apenas aos 29 minutos que o Tricolor retomou a sua vantagem e voltou a colocar a mão na taça, com gol de Tatu. Porém, dez minutos depois, Geraldo encontrou as redes e colocou outra vez o Vozão à frente no placar, fazendo 2 a 1, resultado que levou a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, o placar final foi de 3 a 1 para o Leão: Bruno de Jesus desperdiçou para o Fortaleza, mas o Ceará foi ainda pior e errou três de quatro cobranças. Erick Flores e Ernandes acertaram a trave e o travessão e Misael bater rasteiro, para a defesa fácil do goleiro Fabiano

                           VITORIA CAMPEÃO BAIANO 2010

Vitória 1 x 2 Bahia - Rubro-negro é tetracampeão na Boa Terra. O Vitória é tetracampeão baiano. E, dessa vez, nem precisou vencer o eterno rival, o Bahia. Até perderu, por 2 a 1, de cirada, neste domingo à tarde, no Estádio Barradão, em Salvador, no jogo de volta.

Na ida, em Pituaçu, o rubro-negro tinha batido o tricolor por 1 a 0, somado à sua melhor campanha na temporada, entrou em campo podendo perder até por um gol de diferença para ser campeão. O Bahia segue seu jejum de títulos, agora de nove anos – o último saiu em 2001.
Rubro-negro melhor
Apoiado por sua torcida, o Vitória começou o jogo melhor. Na verdade, a torcida do Bahia foi diminuta dentro do Barradão, tendo inclusive muitas espaços em branco nas arquibancadas para os tricolores.
Aos 20 minutos, o rubro-negro saiu na frente. Após vários escanteios de Ramon, enfim, o goleiro Fernando deu um soco e a bola ficou na cabeça de área com Elkeson. Ele ajeitou e bateu firme: 1 a 0. O Bahia se assustou e não reagiu no primeiro tempo.

Vitória não voltou?
No segundo tempo, porém, o Bahia voltou mais disposto e apertando a marcação. O Vitória, pelo contrário, sumiu em campo, talvez estranhando o gramado molhado pela chuva.
E logo no primeiro minuto, o Bahia empatou. Após levantamento para a área, o zagueiro Nen testou firme e o goleiro Viáfara deu rebote. O atacante Rodrigo Gral completou para as redes.

Igualdade e marcação
Com o empate o Vitória tratou de se defender para buscar o tetra. Aos 27 minutos, Vanderson cometeu outra falta e recebeu o cartão vermelho de forma merecida. A partir daí, o Vitória só se defendeu. Tanto que tirou o atacante Júnior para a entrada do zagueiro Vilson.
Nos últimos minutos, o Bahia ainda tentou se arriscar ao ataque. Mas teria que amrcar dois gols, o que parecia impossível. Até Edilson, o “Capetinha” entrou em campo, depois de ser muito vaiado no primeiro duelo final. Aos 46 minutos, premiado por seu esforço, o bahia amrcou o segundo gol com Lima, após rebote de Viáfara. Mas nada adiantou. A faixa era mesmo do Vitória. Com justiça.

Ficha Técnica

Vitória 1 x 2 Bahia
Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão), em Salvador-BA.
Renda: R$ 532.380,00
Público: 17.781 pagantes (23.237 total)
Árbitro: Héber Roberto Lopes-PR.
Cartões amarelos: Vanderson, Uelliton, Renato e Nino Paraíba (Vitória). Ávine, Marcone, Leandro, Nen, Mendes e Ananias (Bahia)
Cartão vermelho: Vanderson (Vitória)
Gols: Elkeson, aos 20’/1T (Vitória). Rodrigo Gral a 1’/2T e LIma, aos 46'/2T (Bahia)

Vitória
Viáfara; Nino Paraíba, Wallace, Reniê e Egídio; Vanderson, Uelliton, Bida e Ramon (Renato); Elkeson (Neto Coruja) e Júnior (Vilson).  Técnico: Ricardo Silva.
Bahia
Fernando; Apodi (Carlos Alberto), Nen (Lima), Alison e Ávine; Leandro (Edilson), Marcone, Rogerinho e Ananias; Rodrigo Gral e Mendes. Técnico: Renato Gaúcho.

               BOTAFOGO DE RIBEIRÃO PRETO CAMPEÃO DO INTERIOR

Botafogo 1 x 0 São Caetano - Botinha entra na galeria de campeões
O Botafogo é o campeão da quarta edição do Torneio do Interior do Campeonato Paulista. Em um jogo dramático e que garantiu emoção até o último minuto, o time de Ribeirão Preto venceu o São Caetano, por 1 a 0, na noite deste sábado, no Estádio Santa Cruz. O gol do título foi anotado pelo lateral-direito Jonas. O time da casa devolveu o placar do primeiro jogo, ficando com o título por ter a melhor campanha.
Além de levantar a taça de melhor clube do Interior, o Botafogo garante também uma premiação de R$ 250 mil. Em quatro edições do realizadas neste formato, até agora, o Torneio do Interior teve quatro campeões diferentes. Antes já haviam conquistado o troféu o Guaratinguetá, em 2007; o Barueri (atual Grêmio Prudente), em 2008; e a Ponte Preta, em 2009.
Agora, o Botafogo deve entrar em recesso provavelmente até junho. Isso porque o time disputará a Série D do Brasileiro, que tem início previsto para 18 de julho. Por outro lado, o time do ABC paulista já volta suas atenções para a Série B, onde estréia contra o Figueirense, sábado, em São Caetano do Sul.

Papua-Nova Guiné vai ao Mundial de Clubes

 Hekari United bate neo-zelandeses do Waitakere United na final da Liga dos Campeões da Oceania e garante vaga no torneio da Fifa

Diante de 3 mil pessoas no estádio Fred Taylor Park, na Nova Zelândia, o Hekari United, de Papua-Nova Guiné, sagrou-se neste domingo campeão da Champions League da Oceania pela primeira vez. O time foi derrotado pelo anfitrião Waitakere United por 2 a 1, mas como havia vencido o jogo de ida por 3 a 0, ficou com a taça.

O título garante ao Hekari uma vaga no Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, nos Emirados Árabes. É a primeira vez que um time de Papua-Nova Guiné vai disputar o torneio. Outra equipe já classificada é o Pachuca, do México, campeão da Concacaf. Os representantes de Europa, América do Sul, África e Ásia ainda não estão definidos.
Com boa vantagem por conta dos 3 a 0 conseguidos em casa, o Hekari jogou com calma a final deste domingo. Neil Emblen abriu o placar para o Waitakere logo no início, mas Kema Jack, de pênalti, empatou ainda no primeiro tempo. No fim, Brent Fisher voltou a pôs os neo-zelandeses em vantagem, mas a vitória por um gol de diferença não foi suficiente para o Waitakere.

sábado, 1 de maio de 2010

Diego Souza se recusa a falar sobre polêmica com torcida

O meio-campista Diego Souza optou por mais um dia de silêncio. Menos de 24 horas depois do entrevero com torcedores do Palmeiras, o camisa 7 rechaçou novamente a possibilidade de conceder entrevistas. Portanto, ainda não há um pedido formal de desculpas do atleta pelos gestos obscenos contra alguns palmeirenses que integram as sociais do Palestra Itália - a chamada turma do amendoim
 Dirigentes e os próprios jogadores estão empenhados em convencer Diego Souza a falar sobre um arrependimento. Contudo, ele permanece estressado com todos os acontecimentos no clube e correria o risco de soltar palavras impróprias nesta sexta. Depois de Marcos, restou ao meia Cleiton Xavier aconselhar o companheiro através da imprensa.
"O Diego deve saber o que é melhor, não sei se ele recusou o pedido de falar com vocês (jornalistas). Se fosse eu, pediria desculpas, já que ele se arrependeu pelo que fez", afirmou o herói da vitória contra o Atlético-GO, no primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil.
O pedido público de desculpas ajudaria Diego Souza, inclusive, em um possível julgamento. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já pediu as imagens para analisar a atitude do atleta. Pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o palmeirense seria indiciado no artigo 258-A, que prevê pena de dois a seis jogos.
Como tem sido rotina no Palmeiras, os triunfos da equipe ficaram novamente em segundo plano na reapresentação do grupo. Nesta sexta-feira, a maioria das perguntas para Cleiton Xavier tentava desvendar o sentimento de Diego Souza, que tem sido vítima constante de críticas no clube alviverde.
"Tivemos uma conversa, mas não foi sobre esse assunto", despistou Cleiton Xavier, que classifica como normal a irritação da torcida contra o colega de meio-campo. "Pela sua importância no time, por tudo que o Diego fez e pode fazer, ele é mais cobrado", explicou.
Aos dirigentes e integrantes da comissão técnica do Palmeiras ficará a missão de acalmar Diego Souza e provar que o jogador ainda tem motivação para ajudar o clube nas fases decisivas da Copa do Brasil. O time volta a jogar contra o Atlético-GO na quarta-feira, às 19h30, no Serra Dourada.

Zé Roberto pode ficar até por uma temporada no Rio

                   
      Vasco já sabe o que precisa fazer para repatriar o jogador do Schalke 04

O Vasco está à frente do Flamengo na disputa pelo meia-atacante Zé Roberto. O empresário do jogador, Rodrigo Fonseca, encontra-se na Europa para tentar a liberação do jogador ao Schalke 04 por uma temporada.

O clube conseguiria ter o reforço até o meio do ano que vem mediante o pagamento de 150 mil euros (R$ 345 mil). Inicialmente, os alemães estavam dispostos a emprestar Zé Roberto pelo mesmo valor, mas só por seis meses.

ZÉ ROBERTO: "PREFERÊNCIA É JOGAR NO BRASIL"

Os salários do jogador também estariam já pré-acertados. Ele receberia cerca de R$ 140 mil e o valor integral também seria bancado pelo Vasco. O diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano é quem tem falado com o agente de Zé Roberto.
O ex-flamenguista chegaria ao Clube da Colina para ser o substituto de Carlos Alberto, que não deverá seguir no Vasco no segundo semestre. O empresário do meia vascaíno, Carlos Leite, revelou em entrevista a um site alemão que o jogador retornará, em junho, ao Werder Bremen.
Zé Roberto e seu empresário mantinham conversas com o Flamengo para a volta do meia-atacante à Gávea. A saída do vice-presidente de futebol rubro-negro, Marcos Braz, porém, retardou a negociação

sexta-feira, 30 de abril de 2010

OS CINCOS TITULOS MUNDIAIS DE FUTEBOL DA SEL. BRASILEIRA

                                                    1958 - A Copa do Mundo é nossa
Data: De 08 a 29 de junho


Países participantes: 16
Campeão: Brasil
2º Colocado: Suecia
3º Colocado: França
Números: 35 jogos e 126 gols (média de 3,6)

A Copa de 1958 tem um mérito inquestionável: dividiu a história do futebol em duas partes. Em 22 dias, a seleção brasileira passou de abalada a vencedora, de derrotada a campeã.
O mundo conheceu e passou a admirar craques de nomes simples, como Zito, Didi, Vavá. Os suecos foram apresentados ao drible por Garrincha e tiveram a chance de ver o surgimento de um rei. Pelé, então com 17 anos, chegou ao Mundial como desconhecido. deixou os gramados nórdicos consagrado.
Os brasileiros desembarcaram na competição após dois fracassos. Em 1950, a equipe perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã lotado. Quatro anos depois, caiu diante da Hungria na "Batalha de Berna". O caminho rumo à conquista inédita passava por um grupo difícil já na primeira fase. Entre os rivais, estavam a Inglaterra e a União Soviética, que disputava sua primeira Copa e tinha o grande goleiro Lev Iashin.
Na estreia, a seleção de Vicente Feola venceu a Áustria por 3 a 0, com dois gols de Mazzola e um de Nilton Santos. Mas foi o empate sem gols com a Inglaterra, na segunda partida, que definiu os rumos da seleção no Mundial. Insatisfeitos com a atuação da equipe, jogadores mais experientes reuniram-se com Feola e pediram mudanças. Saíram Dino Sani, Joel e Mazzola; entraram Zito, Garrincha e Pelé.
O resultado foi imediato. Pelé e Garrincha comandaram a vitória por 2 a 0 sobre a seleção soviética e ganharam lugar na equipe. O rival seguinte, já pelas quartas de final, era o País de Gales, seleção reconhecida pelo forte sistema defensivo. A retranca galesa só foi rompida graças à genialidade de Pelé. Com um gol aos 21 minutos do segundo tempo, o craque santista tornou-se o mais jovem jogador a marcar em uma Copa. E o Brasil voltou à semi.
As duas partidas decisivas foram as melhores da seleção. Na semifinal, Pelé marcou três vezes diante da França de Kopa e Fontaine. O Brasil venceu por 5 a 2, e os franceses se renderam ao talento do Rei.
A final, contra os suecos, foi uma grande celebração do futebol. A torcida da casa chegou a ter esperanças com o gol de Liedholm, aos 4 minutos, mas Vavá, Pelé e Zagallo colocaram fim ao sonho dos locais. A festa, contudo, não parou. De pé, os nórdicos aplaudiram a goleada por 5 a 2. Afinal, tiveram o privilégio de assistir ao surgimento de uma nova potência do futebol. E foram os primeiros súditos do novo rei.

O Brasil foi à Copa com:
Goleiros: Castilho (Fluminense) e Gilmar (Corinthians);
Laterais: Djalma Santos (Portuguesa), Oreco (Corinthians), Nilton Santos (Botafogo) e De Sordi (São Paulo);
Zagueiros: Bellini (Vasco), Orlando (Vasco), Mauro (São Paulo) e Zózimo (Bangu);
Meio-campistas: Dino Sani (São Paulo), Didi (Botafogo), Moacir (Flamengo) e Zito (Santos);
Atacantes: Pelé (Santos), Garrincha (Botafogo), Joel (Flamengo), Mazzola (Palmeiras), Vavá (Vasco), Dida (Flamengo) e Pepe (Santos);
Técnico: Vicente Feola.

                                                   CURIOSIDADES
A numeração da seleção brasileira para a Copa foi escolhida arbitrariamente por um funcionário da Fifa: o goleiro Gilmar, por exemplo, era o camisa 3. E Pelé ficou com a 10.


Ao fazer o gol da vitória brasileira sobre o País de Gales, no dia 19 de junho, Pelé tinha 17 anos e 239 dias. Ele é, até hoje, o mais jovem jogador a marcar em uma Copa do Mundo.

Com 13 gols em seis partidas, o atacante francês Just Fontaine foi o artilheiro do Mundial com a melhor marca em uma única edição do evento. Na disputa do 3º lugar, ele fez quatro nos 6 a 3 contra a Alemanha Ocidental. Detalhe: Fontaine só entrou na equipe porque o titular Renè Bliard lesionou-se às vésperas da convocação final.

O Mundial da Suécia foi o primeiro - e até o hoje o único - a reunir os quatro países da Grã-Bretanha: os estreantes País de Gales e Irlanda do Norte foram até as quartas de final, enquanto Inglaterra e Escócia caíram na primeira fase.

A delegação brasileira teve de improvisar o uniforme da equipe para a final contra os suecos. Sem camisas oficiais azuis, os dirigentes compraram as peças em uma loja de Estocolmo. Os escudos, arrancados dos uniformes amarelos, foram costurados horas antes do confronto.

Apesar da alta média de gols e de artilheiros como Fontaine e Pelé, a Copa de 1958 entrou para a história também pelo primeiro empate sem gols. Foi no confronto entre Brasil e Inglaterra, na fase de grupos.

O apoio da torcida e a boa campanha na primeira fase não empolgaram muito os jogadores da seleção sueca. Após a vitória por 2 a 0 sobre a União Soviética, nas quartas de final, vários atletas revelaram que haviam deixado as malas prontas no hotel, certos de que seriam derrotados e iriam para suas casas.

Ao vencer a Copa na Suécia, o Brasil tornou-se o primeiro país a chegar ao título fora de seu continente. O feito foi repetido apenas em 2002, novamente pela seleção brasileira, no Mundial de Japão e Coreia do Sul


                                                 O GOL DA COPA

  
                                  
                                                             19/06/1958



Brasil 1 x 0 País de Gales (Pelé)
O passe de Mazzola foi uma luz no meio da defesa do País de Gales, tão fechada a ponto de resistir ao mágico esquadrão brasileiro até os 21 do segundo tempo. Mazzola encontrou Pelé no meio da área, frente a frente com o zagueiro Mel Charles. Em vez de um drible comum, o Rei, aos 17 anos, levou a bola à frente do rosto de Charles. Não foi um chapéu comum, mas uma obra de arte. A conclusão, sem deixar a bola cair, anunciava que não se estava diante de um jogador qualquer. O gol da vitória por 1 a 0 classificou o Brasil para as semifinais e foi o primeiro de Pelé na história das Copas.

                                                  DESTAQUE DA COPA
Por trás da genialidade de Pelé, dos dribles de Garrincha e dos gols de Vavá, havia um maestro na seleção brasileira. Didi superou a frustração pela derrota em 1954 e comandou o primeiro título brasileiro. Um exemplo da liderança do meia pôde ser visto na final. Após o gol de Liedholm, aos 4 minutos, o 'Príncipe Etíope' pegou a bola no fundo das redes e caminhou tranquilo rumo ao círculo central, pedindo calma aos companheiros. Deu certo: o Brasil virou, goleou e levantou a taça.


CHILE 1962

1962 - Com Garrincha, vem o bi
Data: De 30 maio a 17 de junho


Países participantes: 16
Campeão: Brasil
2º Colocado: Tchescolovaquia
3º Colocado: Chile
Números: 32 jogos e 89 gols (média de 2,8)

Após o título incontestável da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, nada mais natural do que esperar que o elenco que participaria do Mundial de 1962, muito parecido com aquele da competição anterior, chegasse ao Chile como favorito à conquista.
Afinal, no Brasil as coisas podiam não estar tão estáveis com o presidente Jango Goulart, suas políticas de esquerda e os protestos da golpista oposição de direita. Entretanto, em terras chilenas, Pelé, Garrincha e Cia garantiam a alegria do povo.
A estreia no Mundial confirmou as expectativas. O time canarinho venceu o México por 2 a 0, com direito a golaço de Pelé. No segundo jogo, porém, o Rei teve que deixar o duelo contra a Tchecoslováquia com uma lesão na coxa direita, e a equipe verde amarela só empatou por 0 a 0. Pior: Pelé estava fora da Copa. Não teve problema. Porque Garrincha, o gênio das pernas tortas, colocou a bola embaixo do braço e carregou o país rumo ao bicampeonato.
Na partida final da fase de grupos contra a Espanha, teve drama. Os espanhóis, reforçados pelos naturalizados Puskás e Di Stefano – este no banco de reservas – abriram o placar aos 35 minutos da etapa inicial com Adelardo e sustentaram a vitória até boa parte da segunda etapa. Os campeões estavam sendo eliminados. Contudo, dois gols do substituto de Pelé, Amarildo, um aos 27 e outro aos 41, colocaram o Brasil na fase seguinte.
Além dos brasileiros, avançaram às quartas de final os perigosos União Soviética e Iugoslávia, que deixaram para trás em seu grupo o tradicional Uruguai, a campeã de 1954 Alemanha, o dono da casa, o Chile, os tchecoslovacos, a Hungria e a Inglaterra.
Nas quartas, diante da Inglaterra, começou a brilhar a estrela de Garrincha. O Mané foi o destaque da vitória por 3 a 1, com um gol de cabeça, outro em belo chute de longe e participação no gol de Vavá. Os adversários das semis foram os chilenos e seus 80 mil torcedores no Estádio Nacional. Nada que assustasse o Brasil: dois gols de Vavá, outros dois de Garrincha, e vitória por 4 a 2. Os anfitriões ainda fechariam sua participação de forma digna com 1 a 0 sobre a Iugoslávia e o terceiro lugar. Na final, vitória da seleção brasileira sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1 de virada e bicampeonato.

O Brasil foi à Copa com:
Laterais: Djalma Santos (Palmeiras), Nílton Santos (Botafogo), Jair Marinho (Fluminense) e Altair (Fluminense);
Zagueiros: Mauro (Santos), Bellini (São Paulo), Zózimo (Bangu) e Jurandir (São Paulo);
Meio-campistas: Zito (Santos), Didi (Botafogo), Zequinha (Palmeiras) e Mengálvio (Santos);
Atacantes: Garrincha (Botafogo), Zagallo (Botafogo), Vavá (Palmeiras), Pelé (Santos), Jair da Costa (Portuguesa), Coutinho (Santos), Amarildo (Botafogo) e Pepe (Santos);
Técnico: Aymoré Moreira.


                                                 CURIOSIDADES
A seleção brasileira utilizou apenas 12 jogadores em sua campanha vitoriosa no Chile, um recorde mínimo até hoje.


Campeão do mundo em 1958, boa parte do elenco seleção brasileira se manteve quatro anos depois no Chile e tornou-se o grupo mais velho a vencer um Mundial.

Não bastasse a derrota para o Brasil, Jimmy Greaves, jogador da Inglaterra, teve que correr pelo campo atrás de um cão que urinou em seu uniforme durante o jogo pelas quartas de final.

No empate entre URSS e Colômbia por 4 a 4 na fase de grupos, foi marcado o primeiro e até hoje único gol olímpico da história das Copas, dos pés do colombiano Marcos Coll.

Três argentinos defenderam outras seleções na Copa de 1962: Di Stefano jogou pela Espanha, Sivori pela Itália e Pedernera treinou a Colômbia.

Em 1962, além dos argentinos, Puskás, que já havia defendido a Hungria na Copa de 1954, jogou pela Espanha, e Mazzolla, que atuou pelo Brasil em 1958, vestiu a camisa da Itália - lá, onde comenta jogos até hoje, era conhecido como Altafini.

Durante os preparativos para a Copa, em 1960, o maior terremoto da história, com 9,5 pontos na escala Richter, assolou o Chile.

O atacante Vavá tornou-se no Chile o primeiro jogador a marcar gols em duas decisões seguidas de Copa: fez dois em 58 contra a Suécia e um contra a Tchecoslováquia em 62.

Campeão em 1962, o técnico Aymoré Moreira foi o primeiro ex-jogador – era goleiro - a assumir o cargo de treinador da seleção brasileira.

Os jornalistas brasileiros foram obrigados a trabalhar no resto da Copa com a roupa usada na vitória do Brasil na estreia contra o México. Quem mudasse uma peça era impedido pelos companheiros de entrar.
 
                                                        O GOL DA COPA
17/06/1962


Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (Vavá)
Desde 1934, quem começava uma final de Copa em vantagem não resistia e sofria a virada. A Tchecoslováquia começou vencendo, com gol de Masopust, aos 15 minutos, mas tomou o empate de Amarildo apenas dois minutos depois. A esperança, então, passou a ser o goleiro Schroiff, eleito o melhor daquele Mundial. Só que, aos 32 do segundo tempo, Schroiff errou ao tentar cortar o cruzamento de Zagallo e largou a bola na cabeça de Zito. Pior foi depois. O cruzamento de Djalma Santos obrigou o goleiro tcheco à sair com um salto. Espatifou-se com a bola que caiu no pé de Vavá. Com o gol vazio, o Peito de Aço fez o gol do bicampeonato brasileiro.

                                                       DESTAQUE DA COPA
Quando Pelé deixou o jogo contra a Tchecoslováquia lesionado e não voltou mais para a competição, todo o peso da responsabilidade dos atuais campeões mundiais caiu sobre as pernas tortas de Garrinha. E o Mané não decepcionou. Seus dribles mágicos e quatro gols ajudaram o Brasil a se tornar bicampeão do mundo no Chile. Grande nome do Botafogo, Garrincha teria um final de carreira e vida melancólicos. Morreu só e sem dinheiro.

MEXICO 1970

                                                     1970 - A maior seleção da história

Data: De 31 de maio a 21 de junho

Países participantes: 16
Campeão: Brasil
2º Colocado: Italia
3º Colocado: Alemanha
Números: 32 jogos e 95 gols (média de 2,97)

Quis o destino que justamente em um dos períodos mais sombrios da história brasileira – o da ditadura militar nos anos 1960 e 1970 – o país fosse representado em uma Copa do Mundo pela melhor seleção de futebol de todos os tempos. Enquanto ativistas políticos eram presos e torturados no Brasil, o time de craques que tinha nomes como Pelé, Rivellino, Tostão, Gérson, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres e Jairzinho encantava em gramados mexicanos.
No Mundial do México, a equipe foi comandada pelo técnico Zagallo, bicampeão mundial como jogador em 1958 e 1962 e que assumiu a equipe após a queda de João Saldanha – que não agradava aos militares por ter sido membro do extinto Partido Comunista. Dentro de campo, o que se viu foi um time eficiente e que dava espetáculo: pela primeira vez na história, o Brasil venceu todos os jogos que disputou na Copa: 4 a 1 na Tchecoslováquia, 1 a 0 na Inglaterra (detentora do título de 1966), 3 a 2 na Romênia, 4 a 2 no Peru, 3 a 1 na fortíssima seleção uruguaia e, na decisão, goleada por 4 a 1 sobre a Itália, o jogo do tri.
O título serviu para apagar a péssima impressão deixada pela seleção em 1966 e consolidou a supremacia do Brasil no cenário internacional. Era o terceiro título em um período de 12 anos. Em campo, Pelé se consagrou como Rei do Futebol naquela que seria sua última Copa. E Jairzinho, o “Furacão da Copa”, foi o artilheiro com seis gols (marcou em todos os jogos do time).
Além dos brasileiros, craques como o alemão Franz Beckenbauer e os italianos Riva e Rivera brilharam na competição. O uruguaio Pedro Rocha, um dos maiores jogadores do mundo na época, se machucou na estreia da Celeste e não pôde mais atuar no Mundial, mas viu sua seleção terminar em quarto.
Na volta ao Brasil, a seleção tricampeã sofreu novamente com a exploração política do futebol pelas autoridades ligadas ao regime militar. O então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, por exemplo, presenteou os jogadores com carros Fusca em um evento público. O ufanismo tomou conta das ruas, enquanto os porões da ditadura colecionavam vítimas de atrocidades.

O Brasil foi à Copa com:
Goleiros: Félix (Fluminense), Ado (Corinthians) e Leão (Palmeiras);
Laterais: Carlos Alberto Torres (Santos), Zé Maria (Portuguesa), Everaldo (Grêmio) e Marco Antônio (Fluminense);
Zagueiros: Brito (Flamengo), Baldochi (Palmeiras), Fontana (Cruzeiro) e Joel Camargo (Santos);
Meio-campistas: Clodoaldo (Santos), Piazza (Cruzeiro), Gérson (São Paulo), Pelé (Santos), Rivellino (Corinthians) e Tostão (Cruzeiro);
Atacantes: Jairzinho (Botafogo), Dadá Maravilha (Atlético-MG), Roberto Miranda (Botafogo), Paulo César (Botafogo) e Edu (Santos);
Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo

                                                        CURIOSIDADES
A Copa do Mundo de 1970 foi a primeira a ser disputada fora da América do Sul ou da Europa. O México foi escolhido em outubro de 1964.


Como primeira seleção a conquistar três vezes o título mundial, o Brasil ganhou o direito à posse definitiva da Taça Jules Rimet. Anos depois, em 1983, o troféu seria roubado da sede da CBF e derretido para a venda de seu ouro.

Os cartões amarelo e vermelho surgiram no Mundial de 1970. Até a Copa de 1966, os jogadores eram advertidos ou expulsos de campo apenas verbalmente.

As substituições durante as partidas também apareceram pela primeira vez em 1970 – só eram permitidas duas trocas.

O primeiro jogador da história das Copas a ser substituído foi Viktor Serebryanikov, da União Soviética, que deu lugar a Anatoliy Puzach no intervalo da estreia contra os anfitriões mexicanos.

Zagallo foi o primeiro técnico campeão do mundo depois de conquistar o título como jogador (em 58 e 62).

O duelo entre Itália e Alemanha, em uma das semifinais da Copa de 1970, é apontado até hoje como o mais emocionante dos Mundiais. A Azzurra venceu por 4 a 3 (1 a 1 no tempo normal e 3 a 2 na prorrogação).

A superioridade do Brasil na competição se refletiu no número de jogadores da equipe eleitos para a seleção da Copa. Foram seis: Carlos Alberto, Clodoaldo, Gérson, Pelé, Rivellino e Jairzinho.

Todos os jogadores de ataque da seleção brasileira vestiam a camisa 10 em seus respectivos clubes – Pelé, Tostão, Rivellino, Jairzinho e Gérson. Para o Mundial, o Rei teve preferência.

Em 1970, Carlos Alberto Parreira fez sua primeira parceria com Zagallo na seleção brasileira em uma Copa do Mundo – ele foi um dos três preparadores físicos que foram ao México. A dupla voltaria a trabalhar junta com o Brasil em 1994 e 2006.
 
                                                         O GOL DA COPA
                                                            21/06/1970


Brasil 4 x 1 Itália (Carlos Alberto)
A jogada começa ainda no campo de defesa, com uma sequência alucinante de dribles de Clodoaldo. Dele para Everaldo e o lançamento para Jairzinho. Na ponta-esquerda, Jair forçava o lateral Facchetti a acompanhá-lo, fruto da rigorosa marcação homem a homem dos italianos. De Jair a Pelé, marcado por Burgnich, também individualmente. Quando o passe sai de Pelé para Carlos Alberto encontra o lateral absolutamente desmaracado. Claro, se o lateral-esquerdo acompanhava Jairzinho... A jogada inteira foi linda. Até o caprichoso quique da bola que a deixou pronta para o peito do pé direito de Carlos Alberto estufar a rede de Albertosi.

                                                     DESTAQUE DA COPA
 
Edson Arantes do Nascimento chegou ao México já com dois títulos mundiais e três participações em Copas no currículo. Mas depois do fiasco da seleção brasileira em 1966, o Rei do Futebol já enfrentava críticas dos que começavam a duvidar da longevidade de seu reinado. Pelé respondeu em campo. Aos 29 anos, o camisa 10 marcou quatro gols (um deles na final contra a Itália) e imortalizou ao menos três lances fantásticos: o chute do meio do campo que tentou surpreender o goleiro Ivo Viktor, da Tchecoslováquia, a cabeçada milagrosamente defendida pelo britânico Gordon Banks e o drible de corpo no arqueiro uruguaio Mazurkiewicz.

ESTADOS UNIDOS

                                                   1994 - O Brasil, finalmente, é tetra

Data: De 17 de junho a 17 de julho

Países participantes: 24
Campeão: Brasi
2º Colocado: Italia
3º Colocado: Suecia
Números: 52 jogos e 141 gols (média de 2,71)

A Copa de 1994 foi marcada pelas surpresas. A começar pelo campeão Brasil, que não era tido como o grande favorito, só conseguiu a classificação no último jogo das eliminatórias, contra o Uruguai, e voltou a comemorar um título mundial depois de 24 anos e pela primeira vez sem Pelé. Romário carregou o time verde-amarelo, mas o grito de "é campeão" só saiu após 120 minutos de bola rolando, 0 a 0 no placar e inédita cobranças de pênaltis na final contra a Itália.
Foi a coroação da chamada "era Dunga", massacrada após o fracasso em 1990, e do futebol de resultado do técnico Carlos Alberto Parreira. A campanha teve a redenção do lateral Branco, vitórias suadas sobre os anfitriões Estados Unidos, nas oitavas, a forte Holanda, nas quartas, e a Suécia, na semifinal. Tudo isso depois de uma primeira fase sem sustos e liderança do grupo B, com vitórias por 2 a 0 sobre a Rússia e 3 a 0 diante de Camarões e um empate por 1 a 1 com a Suécia.
O time titular de Parreira tinha uma defesa segura, com Taffarel, Jorginho, Márcio Santos, Aldair e Leonardo, que seria expulso contra os EUA e daria lugar a Branco no time titular. Mauro Silva e Dunga faziam uma proteção intransponível no meio e ainda tinham a ajuda de Mazinho e Zinho, meias táticos. Raí, ídolo são-paulino, começou a Copa como titular e acabou no banco. No ataque, toda a genialidade de Bebeto e Romário.
A Copa ficou também marcada por Diego Maradona, pego no exame antidoping por uso de efedrina e excluído do Mundial. Ele viu a Argentina naufragar nas oitavas após encher os olhos na primeira fase. Algoz dos sul-americanos, a Romênia surpreendeu nos EUA, assim como a Bulgária de Stoichkov e cia e a ofensiva Nigéria, que só caiu diante da Itália pela genialidade de um dos craques da Copa, Roberto Baggio.

O Brasil foi à Copa com:
Goleiros: Taffrel (Reggina-ITA), Gilmar (Flamengo) e Zetti (São Paulo);
Laterais: Jorginho (Bayern de Munique-ALE), Cafu (São Paulo), Branco (Corinthians) e Leonardo (São Paulo);
Zagueiros: Aldair (Roma-ITA), Márcio Santos (Bordeaux-FRA), Ricardo Rocha (Vasco) e Ronaldão (Shimizu-JAP);
Meio-campistas: Mauro Silva (La Coruña-ESP), Dunga (Stuttgart-ALE), Mazinho (Palmeiras), Raí (Paris Saint-Germain-FRA), Paulo Sérgio (Bayer Leverkusen-ALE) e Zinho (Palmeiras);
Atacantes: Romário (Barcelona-ESP), Bebeto (La Coruña-ESP), Viola (Corinthians), Müller (São Paulo) e Ronaldo (Cruzeiro);
Técnico:Carlos Alberto Parreira.

                                                        CURIOSIDADES
O zagueiro colombiano Andrés Escobar foi assassinado com 15 tiros ao voltar ao seu país. A razão: supostamente por ter marcado um gol contra diante dos EUA.


O russo Salenko anotou cinco gols em uma mesma partida, nos 6 a 1 de seus país contra Camarões, e é o único até hoje a atingir tal feito.

O italiano Gianluca Pagliuca tornou-se o único goleiro expulso em Mundiais após o cartão vermelho diante da Noruega.

A média de público de 68.413 pessoas é a maior da história e surpreende por ter acontecido nos EUA, país sem tradição no futebol - mas com grandes estádios.

A decisão por pênaltis entre Brasil e Itália foi a primeira e única até o momento na história das finais de Copas.

O duelo entre EUA e Suíça, no dia 18 de junho, em Detroit, foi o primeiro de um Mundial em estádio coberto.

Com a taça, o brasileiro Zagallo tornou-se o único homem a vencer uma Copa por quatro vezes: em 1958 e 1962 como jogador, em 1970 como técnico e em 94 como coordenador.

O camaronês Roger Milla tornou-se, com 42 anos e 39 dias de idade e contra a Rússia, o jogador mais velho a disputar um jogo e a fazer gol em Copas.

A torcida camaronesa incendiou a casa do goleiro Joseph-Antoine Bell, creditando a ele a fraca campanha da seleção nos EUA.

O jogadores do Brasil homenagearam o piloto de F-1 Ayrton Senna, morto em maio de 1994 em um acidente, com a faixa: "Senna, Aceleramos Juntos. O Tetra é Nosso".

A vitória do Brasil sobre os EUA nas oitavas de final, em jogo dramático, aconteceu em um 4 de julho, o dia da Independência norte-americana

                                                                O GOL DA COPA
09/07/1994


Brasil 3 x 2 Holanda (Bebeto)
O lançamento de Aldair apanhou Romário voltando do campo de ataque, em posição de impedimento. Até hoje, os holandeses reclamam. Romário fingiu-se de morto e induziu o assistente a deixar a partida correr. Estava certo. Bebeto saiu de trás e invadiu a área. O goleiro Ed de Goej saiu do gol e levou o drible. Com o gol vazio, Bebeto tocou para as redes. A história, porém, seria feita na comemoração em que Bebeto balançou os braços como se ninasse o filho Matheus, nascido dois dias antes. Romário e Mazinho sorriam a seu lado e balançavam o nenê, imitando Bebeto. O gesto ficou imortalizado.

                                                    DESTAQUE DA COPA

A Copa de 1994 foi de Romário de Souza Faria. Preterido por Parreira durante as turbulentas eliminatórias, o "Baixinho" pôs o Brasil no Mundial com dois gols no jogo decisivo contra o Uruguai. Lá, carregou a seleção com outros cinco gols e assistências – uma alucinante contra os anfitriões e que rendeu uma declaração de amor de Bebeto. Aos 28 anos, foi escolhido o melhor jogador do torneio e do mundo, mas ficou sem a artilharia. Apesar da grande fase no Barcelona, resolveu voltar ao futebol brasileiro depois da Copa para defender o Flamengo.

KOREA & JAPÃO


terça-feira, 27 de abril de 2010

Nova pesquisa aponta crescimento corintiano

O título da matéria publicada na Folha de S.Paulo é chamativo: “Pesquisa iguala maiores torcidas – Adversários na Libertadores, Flamengo e Corinthians estão empatados tecnicamente em torcedores, aponta Datafolha”.

Essa nova pesquisa foi feita nesse mês corrente, somente quatro meses depois da pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2009 e abordada por este Olhar Crônico Esportivo em detalhes no início desse ano.
Basicamente, os dois pontos que mais chamam a atenção, inicialmente, dizem respeito aos dois clubes com maiores torcidas: a preferência apontada para o Flamengo cai de 19% para 17%, enquanto a preferência pelo Corinthians sobe de 13% para 14%. O chamado empate técnico dá-se em função da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Essa é a primeira vez que o Corinthians atinge a marca de 14% de preferência, desde 1993, quanto o Datafolha iniciou suas pesquisas sobre torcidas.
Na sequência, aparecem São Paulo com 8%, Palmeiras com 6% e Vasco com 4%, com novos empates técnicos entre os dois clubes de São Paulo e entre Palmeiras e Vasco, segundo a matéria.
Grêmio, Internacional e Cruzeiro vêm a seguir com 3% e Atlético Mineiro e Santos com 2%, em situações em que o empate técnico é mais ainda caracterizado.
A matéria destaca o uso de Ronaldo pelo Corinthians para atrair torcedores, que pode ser, de fato, um diferencial, assim como pode ter sido igualmente um diferencial o título conquistado pelo Flamengo no momento da realização da pesquisa de 2009.
É importante ter em mente que resultados de pesquisas precisam ser vistos, sempre, dentro de uma sequência, que quanto mais longa for mais sólida será. Uma única pesquisa pode ser influenciada por uma conjuntura qualquer, favorável ou desfavorável, o que não a invalida, logicamente, mas também não permite esquecer que a pesquisa retrata um momento. É como a fotografia de uma paisagem. Numa foto pode ter uma nuvem, na outra não. E embora os torcedores que gostam de intitular-se autênticos não gostem, torcidas são, também, como paisagens: mutáveis.
Antes de encerrar: 25% dos brasileiros não torcem por nenhum time de futebol.
Tão logo o instituto libere as tabelas correspondentes, este Olhar Crônico Esportivo voltará ao assunto de forma mais completa

Africa 2010 - Curiosidades

                                                                 
                                                   
                                                                       BRASIL

Qual a maior tragédia? A derrota para o Uruguai, em 1950, no Maracaña

O Brasil quis usar o fator campo para conquistar o seu primeiro título mundial, em 1950. Logo na estreia, a Seleção mostrou serviço e goleou o México por 4 a 0, enchendo o torcedor de confiança.
O segundo jogo não foi dos mais animadores: empate de 2 a 2 diante da Suíça. Na terceira partida, a equipe canarinho bateu a Iugoslávia por 2 a 0 e se classificou para a fase final. Na reta decisiva, a equipe humilhou a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1.
O clima de já-ganhou era total para a decisão contra o uruguai. O time do técnico Flávio Costa chegou a sair na frente, mas permitiu a reação uruguaia e deixou o título escapar diante de 200 mil pessoas. Foi o Maracanazzo que tomou o país de tristeza.

- Qual o gol mais bonito? De Pelé contra o País de Gales na Copa de 58, na Suécia
O cartão de visita de Pelé sobre o que iria fazer com a bola nos pés pelo planeta foi apresentado na partida contra o País de Gales, válida pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 58, na Suécia.
A Seleção enfrentava uma equipe retrancada até os 21 minutos do segundo tempo. Aos receber uma bola de Didi de costas para o gol, o menino-rei conseuiu se livrar de dois marcadores com um toque genial e chutou de bico no canto direito do goleiro Kelsey. Foi o suficiente para o Brasil vencer por 1 a 0 e garantir a classificação para as semifinais da competição.

- Qual foi o maior capitão brasileiro? Dunga, na Copa de 94, nos Estados Unidos
Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, gaúcho de Ijuí, conseguiu subir do inferno para o céu em quatro anos. Na Copa de 90, na Itália, ele simbolizou a filosofia defensivista do técnico Sebastião Lazaroni.
Como a equipe foi eliminada nas oitavas-de-fina pela Argentina, sua imagem ficou associada ao fracasso. Era o fim da Era Dunga. Já em 94, nos Estados Unidos, na qualidade de capitão do técnico Carlos Alberto Parreira, o meio-campista não apenas comandou o time dentro de campo como ainda foi eficiente na marcação e até mesmo na armação das jogadas.
Foi dele um dos gols da decisão por pênaltis contra a Itália. A redenção aconteceu no momento em que levantou a taça Fifa, repetindo os gestos de Belini, Mauro e Carlos Alberto Torres. Defendeu a camisa canarinho durante 96 jogos e marcou sete gols.

                                                                      GOLS

- Qual o gol mais bonito? Maradona dribla 6 ingleses na Copa-86

Aos 11 minutos do segundo tempo do jogo Argentina x Inglaterra, válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 86, Maradona recebe a bola no meio do campo, cercado por dois marcadores. Dieguito consegue se livrar de ambos e dispara velozmente em direção ao gol adversário.
Driblou seis rivais ao todo, incluindo o goleiro Shilton, e com um leve toque de esquerda faz um gol de placa. Antes da obra-prima, El Pibe de Oro havia aberto o placar aos seis minutos depois de ludibriar o árbitro Ali Naceur, da Tunísia. O craque saltou com Shilton e claramente deu um soco de esquerda na bola que entrou. Para o espanto geral, o juiz validou o gol. Após o jogo e vitória da Argentina por 2 a 1, o craque disse que a jogada foi obra da "Mano de Dios" (mão de Deus).

- Qual o gol perdido mais incrível? Muller, do Brasil, contra a Argentina
No melhor jogo do Brasil na Copa de 90, na Itália, o time do técnico Sebastião Lazaroni se despediu da competição com a derrota por 1 a 0 para a Argentina, gol de Caniggia após jogada genial de Diego Maradona. A Seleção apresentou um bom futebol naquela partida e encurralou o rival em seu campo.
As oportunidades foram criadas e desperdiçadas. No segundo tempo, o panorama não se alterou, com duas bolas na trave argentina e vários gols perdidos por Muller. Mas o maior erro do atacante são-paulino ocorreu quando faltava apenas um minuto para o encerramento da partida.
A Argentina já estava vencendo o jogo por 1 a 0 quando o brasileiro recebeu a bola livre, cara a cara com o goleiro Goycoecha. Muller, no entanto, se afobou e chutou bisonhamente para fora, jogando no lixo a chance do empate.

- Qual o jogador que marcou mais gols em uma edição da Copa? Just Fontaine, artilheiro da Copa de 58
Vestindo a camisa 17 da França, Just Fontaine marcou 13 gols em seis jogos que disputou na Copa do Mundo de 58, na Suécia. Até hoje ele carrega o recorde de gols em um único mundial.
A sua grande atuação contribuiu para que seu país chegasse ao terceiro lugar no torneio. Fontaine começou a carreira na union Sportive Marrocaine. Logo depois se transferiu para o Nice, onde ficou de 1953 a 1956.
Porém, foi jogando pelo Stade Reims, de 1956 e 1961, que o artilheiro ganhou notoriedade. Conquistando duas vezes o Campeonato Francês (1958 e 1960), além de uma copa nacional. Era um jogador veloz par se infiltrar na área, com chute forte e bom cabeceio, qualidades que ajudou o jogador a marcar 27 gols em suas 20 participações internacionais.
Apesar de se aposentar precocemente aos 29 anos por causa de uma fratura dupla de tíbia e perônio, Fontaine marcou 163 gols na carreira e foi o artilheiro do Campeonato Francês em 1958 e 1960.




                                                                     JOGADORES
 
- Quais as únicas pessoas que conquistaram Copas como técnico e jogador? Beckenbauer (Alemanha) e Zagallo (Brasil)

Mário Jorge Lobo Zagallo se orgulha de ter participado das quatro primeiras conquistas mundiais da Seleção Brasileira. Esteve em campo como jogador no bicampeonato de 58-62, comandou a equipe canarinho na conquista do tricampeonato em 70, no México, e foi o coordenador-técnico no tetra de 94.
Dirigiu o time em 136 jogos, com 98 vitórias, 28 empates e 10 derrotas. Já Franz Beckembauer é considerado o maior líbero do futebol mundial. Defendeu a seleção alemã como jogador nas Copas de 66, 70 e 74. No Mundial disputado em casa, teve o orgulho de levantar a taça Fifa.
Quando foi dirigir a seleção, sofreu uma forte pressão da imprensa do seu país, que questionava o fato de como um técnico sem diploma poderia ter essa responsabilidade. Mas o Kaiser não se intimidou e comandou o time na conquista do tri, em 90, na Itália.

- Qual o jogador que disputou mais partidas? Lothar Matthäus, da Alemanha, com 25 jogos
Lothar Matthäus é o jogador que mais disputou partidas em Copas do Mundo. Foram 25 partidas em cinco Mundiais (82, 86, 90, 94 e 98) e 2003 minutos jogados. O craque começou a carreira no Borussia Monchengladbah, no final dos anos 70.
A partir de 88 se tornou capitão da seleção alemã e, ao mesmo tempo, foi vendido à Internazionale (ITA). Na Itália, conquistou o Scudetto na temporada 1988/89, a Copa Uefa 1990/91 e a Supercopa da Itália em 89. Em 90, quando levantou a taça Fifa na Copa da Itália, recebeu a bola de ouro como melhor jogador do mundo.
Defendeu a seleção do seu país por mais de 100 partidas e começou a carreira de treinador no Rapid de Viena, da Áustria. Dirigiu a seleção da Hungria antes da passagem meteórica pelo futebol brasileiro onde dirigiu o Atlético-PR.

- Qual goleiro ficou mais tempo sem tomar gol? Zenga, da Squadra Azzurra, na Copa de 90
A Itália pode ter decepcionado os tifosi na Copa de 90, porém o seu goleiro Walter Zenga fez bonito. Ele bateu o recorde de minutos sem levar gols em mundiais que pertencia a Leão, do Brasil, em 78. Zenga ficou 517 minutos sem ser vazado contra 457 de Leão.
Banks, da Inglaterra, na Copa de 66, ficou 442 minutos sem buscar a bola no fundo do gol. Zenga era preciso nas saídas do gol. Defendeu o Salernitana, o Savona e o Sambenedettese, da Série C, antes de se tornar titular da Internazionale em 1983. Foi campeão italiano em 1989, da Supercopa da Itália no memo ano e da Copa da Uefa, em 1991.


                                                             MUNDIAIS

Qual o jogo mais emocionante da História? Itália 4 x 3 Alemanha, semifinal de 70

A semifinal entre itália e Alemanha, na Copa de 70, foi espetacular. Boninsegna abriu o placar para a Itália aos 7 minutosdo primeiro tempo.
Depois de muito martelar, os alemães chegaram ao empate aos 45 minutos da etapa final, com gol de Schenellinger. A Alemanha partiu para a segunda prorrogação em três dias e com praticamente um jogador a menos, já que Beckenbauer estava com a clavícula fraturada. Muller, aso 4 minutos, pôs a Alemanha na frente.
A Itália reagiu e Burgnich, aos 8, estabeleceu a igualdade. Os italianos não desistiram e, aos 13, Riva fez Itália 3 a 2. Aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, Muller voltou a igualar o marcador. Na saída de jogo, Rivera aproveitou a desatenção da defesa alemã e marcou o quarto gol, decretando a classificação italiana para a decisão com o Brasil.

- Qual o maior jogador? Pelé, na Copa de 70, no México
Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, fez uma promessa ao pai quando o viu chorar pela derrota do Brasil na Copa de 50. Garantiu ao velho Dondinho que iria fazer o país campeão do mundo. O garoto cumpriu a promessa oito anos depois na Suécia.
Aos 17 anos, o menino assombrou o mundo com jogadas de craque e ajudou a Seleção a conquistar o título em 58. Em 62, Pelé, machucado, pouco pôde fazer. Muito menos em 66, prejudicado pela bagunça da CBD. Mas em 70 o Rei assumiu a sua majestade. Marcou quatro gols, deu assistências maravilhosas e brindou o planeta com jogadas de gênio.
Quase marcou um gol do meio de campo contra a Tchecoslováquia, deu uma meia-lua com jogo de corpo contra Mazurkiewicz e um passe sem olhar para Carlos Alberto dar o tiro de misericórdia contra a Itália na decisão. Um show digno de um Atleta do Século.

- Qual foi a final mais marcante? Brasil 4 x 1 Itália, na Copa de 70, no México
Apesar da forte marcação italiana, o Brasil começou a faturar o tricampeonato mundial no México aos 18 minutos do primeiro tempo. Rivellino cruzou para a área e Pelé testou firme de cabeça para fazer 1 a 0. A Azzurra chegou ao empate aos 37 minutos graças a um erro infantil de Clodoaldo, que errou um passe de calcanhar.
Mazola roubou a bola, dividiu com Félix e Brito e Boninsegna aproveitou o rebote para marcar. A Seleção voltou a ficar na frente aos 20 minutos. Gérson driblou o marcador na entrada da área e bateu forte de canhota, sem chance para Albertosi.
O terceiro gol foi marcado por Jairzinho aos 25. O quarto gol, anotado aos 42 minutos, foi uma pintura. Clodoaldo driblou cinco jogadores e passou para Rivellino, que lançou Jairzinho. O Furacão da Copa avançou pelo meio e tocou para Pelé. O Rei pressentiu a chegada de Carlos Alberto e apenas rolou a bola. O lateral soltou a bomba e estufou as redes: 4 a 1 e três estrelas no peito.

                                                              PARTIDAS

- Qual a final com o maior número de gols? Brasil 5 x 2 Suécia, decisão da Copa de 58

Na decisão da Copa de 58, na Suécia, os donos da casa partiram para cima do Brasil e abriram o placar logo aos 3 minutos, com Liedholm. O empate do Brasil veio seis minutos depois.
Garrincha driblou dois marcadores e cruzou rasteiro para Vavá empatar. A Seleção Brasileira não diminuiu o ritmo e virou o marcador aos 32 minutos, em mais um cruzamento de Mané aproveitado por Vavá. No segundo tempo, o domínio brasileiro foi total.
Pelé fez o terceiro aos 10 e Zagallo marcou o quarto aos 23. A Suécia ainda diminuiu aos 35 com Simonsson, mas aos 45 minutos Pelé deu o tiro de misericórdia anotando o quinto, de cabeça.

- Qual a maior goleada da história? Hungria 10 x 1 El Salvador na Copa de 82
Pelo início arrasador, a impressão era de que estava surgindo para o mundo uma nova máquina húngara. A reedição da seleção magiar de Puskas, Kocsis, Czibor e Boszik, que encantou o planeta no Mundial de 54, na Suíça. Mas a Hungria, que triturou El Salvador por 10 a 1 na Copa de 82, a maior goleada da história das copas, não passou de fogo de palha.
No jogo seguinte, perdeu para a Argentina por 4 a 1 e se despediu da competição com o empate de 1 a 1 com a Bélgica. No jogo histórico, quem acabou fazendo a festa doi Kiss (3), Nylasi (2), Fazekas (2), Poloskei, Toth e Szentes, autores dos gols húngaros. Ramirez fez o gol de honra de El Salvador.

- Qual o jogo com maior número de cartões? Alemanha x Camarões pela Copa de 2002
Alemanha x Camarões, jogo válido pela primeira fase da Copa de 2002, foi quente. É a partida com o maior número de cartões distribuídos em mundiais. O árbitro espanhol Antonio Lopez Nieto aplicou 16 amarelos e dois vermelhos.
Tudo para coibir o festival de pontapés e cotoveladas. Quando a bola rolou sem ser interrompida pelo antijogo, os alemães foram mais eficientes e venceram por 2 a 0, gols de Bode e Klose, eliminando os africanos.
Os atletas advertidos foram os seguintes: Camarões - Marc-Vivien Foé, Rigobert Song, Bill Tchato, Geremi Njitap, Salomon Olembe, Patrick Suffo (amarelo e vermelho), Lauren Etame-Mayer. Alemanha - Carsten Jancker, Dietmar Hamann, Michael Ballack, Carsten Ramelow (amarelo e vermelho), Oliver Kahn, Christian Ziege e Torsten Frings.

                                                       TÉCNICOS

- Qual o maior técnico da história? Rinus Michels, inventor do Carrosel Holandês

Chamado em 1974 pela Real Federação Holandesa de Futebol para dirigir a seleção na Copa de 74, na Alemanha, Rinus Michels, entrou para a história. O treinador fez com que sua equipe adotasse o futebol total.
O time se estruturava num esquema 4-3-3 dinâmico, onde todos atacavam e todos defendiam. Não havia posições fixas já que todos os jogadores circulavam com e sem a bola num carrossel mágico que deixava os adversários tontos.
A circulação era a chave do sucesso da Laranja Mecânica com constantes variações pelas beiradas do campo. Já em 74 o Carrossel Holandês marcava sob pressão, tentando asfixiar o rival em seu próprio campo. O sistema funcionou tão bem que a Holanda chegou a disputar o título mundial. Perdeu para a Alemanha por 2 a 1, mas Michels acabou sendo eleito pela Fifa em 99 como treinador do Século.

- Qual o único técnico a participar de cinco copas por países diferentes? Bora Milutinovic (86, 90, 94, 98, 2002)
Bora Milutinovic tem a honra de ser o técnico que dirigiu cinco seleções em edições de mundiais. Sua primeira Copa foi a do México em 86. Quatro anos depois, na Itália, comandou a Costa Rica, adversário do Brasil na primeira fase.
Em 94, assumiu o comando dos Estados Unidos e amargou a eliminação novamente diante de uma equipe brasileira. Na França, em 98, foi o treinador da Nigéria. No Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, esteve à frente da China. Nesta Copa de 2010, Parreira também comandará cinco seleções diferentes em cinco Copas.

- Qual o único técnico bicampeão mundial? Vittorio Pozzo, Itália, nas copas de 34 e 38
Único treinador bicampeão mundial, o jornalista italiano Vitorio Pozzo, dirigiu a Itália nas campanhas vitoriosas de 1934 e 38. Assumiu o cargo devido à amizade com o ditador Benito Mussonili.
O Duce achava que o jornalista, que militava na imprensa, reunia todas as virtudes para ser o comandante da Squadra Azzurra no Mundial de 34. Ainda mais em casa. Pozzo é também o recordista de partidas como treinador da seleção italiana. Em toda a carreira dirigiu a Azzurra em 95 partidas, com 63 vitórias, 17 empates e 15 derrotas.